A fratura do rádio distal é a fratura mais comum do esqueleto humano. O tratamento correto — conservador ou cirúrgico — é fundamental para restaurar a função do punho e evitar sequelas de longa duração.
A fratura do rádio distal é a quebra da extremidade do osso rádio próxima ao punho — a fratura mais frequente de todo o esqueleto humano, correspondendo a cerca de 15% de todas as fraturas atendidas em emergências.
Ocorre tipicamente por queda sobre a mão espalmada com o punho em extensão. Os dois picos de incidência são crianças e adolescentes e adultos acima de 50 anos — especialmente mulheres na pós-menopausa com osteoporose.
Os tipos mais clássicos são a fratura de Colles (desvio dorsal — "dorso de garfo") e a fratura de Smith (desvio volar). Fraturas intra-articulares exigem redução anatômica precisa para evitar artrose.
Atenção: fraturas do rádio distal podem se associar a lesões ligamentares do punho e a lesões do nervo mediano — que devem ser identificadas e tratadas.
A decisão entre tratamento conservador e cirúrgico depende do tipo de fratura, do grau de desvio, da qualidade óssea, da idade e das demandas funcionais do paciente.
Indicado em fraturas sem desvio ou com desvio mínimo. A redução fechada seguida de imobilização gessada por 4–6 semanas é o tratamento padrão.
Padrão-ouro para fraturas instáveis, com desvio significativo ou intra-articulares. Permite mobilização precoce do punho — fundamental para a recuperação funcional.
Indicado em situações específicas: fraturas cominutivas graves ou como medida temporária. Menor agressão cirúrgica.
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Fratura rádio distal — PA
Fratura rádio distal — perfil
Pós-operatório — perfil
Placa volar — PA
Placa volar — perfil
Visão artroscópica da fratura
Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no tratamento de fraturas e lesões traumáticas da mão e do punho. Membro titular da SBOT e SBCM.
Não. Fraturas sem desvio ou com desvio mínimo podem ser tratadas com gesso. A cirurgia é indicada quando há desvio significativo, instabilidade após redução, fratura intra-articular ou alta demanda funcional do paciente.
Com gesso: 4–6 semanas de imobilização + fisioterapia. Com cirurgia (placa volar): mobilização em 1–2 semanas e retorno às atividades em 3–4 meses.
Em geral, não. As placas volares modernas são bem toleradas e raramente precisam ser removidas. A retirada é considerada quando há irritação tendínea, infecção ou desconforto persistente.
Na maioria dos casos sim, especialmente quando o tratamento é precoce. Fraturas intra-articulares têm maior risco de artrose e rigidez — razão pela qual a redução anatômica precisa é tão importante.
Sim — a fixação de fratura do rádio distal é coberta pela maioria dos planos de saúde com indicação documentada. Nossa equipe orienta toda a documentação necessária.
O tratamento precoce e correto é determinante para a recuperação funcional completa. Agende uma avaliação especializada com cirurgião da mão em Natal.
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