As lesões dos tendões extensores comprometem a capacidade de estender os dedos e o punho. Embora muitas vezes subestimadas, exigem diagnóstico preciso e tratamento especializado para evitar deformidades permanentes.
O sistema extensor dos dedos é anatomicamente complexo — formado por tendões extrínsecos (originados no antebraço) e intrínsecos (lumbricais e interósseos), que se integram no aparelho extensor de cada dedo. Esse aparelho divide-se em 9 zonas anatômicas (I a IX), cada uma com características e implicações terapêuticas específicas.
As lesões dos extensores são frequentemente subestimadas — tratadas inadequadamente como "simples cortes" — resultando em deformidades como o dedo em boutonnière (lesão da banda central na zona III) e o dedo em martelo (lesão na zona I).
Deformidade em boutonnière: ruptura da banda central do aparelho extensor (zona III) — o tendão lateral escorrega para baixo causando flexão da IFP e hiperextensão da IFD. Diagnóstico tardio leva a deformidade fixa de difícil correção.
O tratamento varia conforme a zona anatômica — algumas lesões podem ser tratadas conservadoramente com órtese, outras exigem reparo cirúrgico imediato.
Dedo em martelo sem fragmento ósseo significativo: órtese de Stack mantendo a IFD em extensão por 6–8 semanas. Alta taxa de sucesso quando a imobilização é rigorosa e contínua.
Lesões abertas, fraturas-avulsão, boutonnière crônico e lesões de zonas distais complexas. Sutura direta, reconstrução com enxerto ou transposição tendínea conforme o caso.
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Anatomia do aparelho extensor
dos dedos
Dedo em martelo ósseo
fratura-avulsão da falange distal
Técnica de Ishiguro
fixação percutânea
Órtese de Stack
tratamento conservador
Enxerto tendíneo
pré-operatório
Enxerto tendíneo
pós-operatório (1)
Enxerto tendíneo
pós-operatório (2)

Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no tratamento de fraturas e lesões traumáticas da mão e do punho. Membro titular da SBOT e SBCM.
Não. Muitas lesões dos extensores — especialmente o dedo em martelo sem fragmento ósseo e algumas lesões de zona VI e VII — podem ser tratadas com órtese. A decisão depende da zona anatômica, do tipo de lesão e do tempo de evolução.
É a deformidade causada pela ruptura da banda central do aparelho extensor (zona III). O dedo fica com a IFP fletida e a IFD em hiperextensão. Se não tratada precocemente, evolui para deformidade fixa de difícil correção.
Mordidas humanas sobre a articulação MCF — frequentes em brigas — são altamente contaminadas e podem lesar o tendão extensor. O risco de infecção grave é alto. Devem ser avaliadas e irrigadas por especialista nas primeiras horas.
Varia conforme a zona e o tipo de lesão. Lesões tratadas com órtese levam 6–8 semanas de imobilização. Reparos cirúrgicos têm mobilização progressiva em 3–4 semanas e retorno funcional em 2–3 meses.
Lesões dos extensores tratadas tardiamente evoluem para deformidades fixas. Avalie com especialista o quanto antes.
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