Microcirurgia Reconstrutiva · Natal, RN

Reconstrução Microcirúrgica
de Membros

Lesões traumáticas graves, ressecções oncológicas e feridas complexas com exposição de osso, tendão ou nervo exigem reconstrução especializada. O transplante microcirúrgico de tecidos — retalhos locais, regionais e livres — é a abordagem que permite restaurar cobertura, função e estética onde outras técnicas falham.

+25
Anos de experiência
Livre
Retalhos microvascularizados
SBCM
Membro titular de microcirurgia
2
Indicações principais tratadas
O que é

Quando a reconstrução convencional não é suficiente

A reconstrução microcirúrgica consiste na transferência de tecido vivo — pele, músculo, osso ou combinações — de uma região doadora do próprio paciente para o local a ser reconstruído, com restabelecimento da circulação por meio de anastomose microvascular.

A anastomose é realizada sob microscópio cirúrgico ou lentes de magnificação, conectando artérias e veias com diâmetro de 1 a 3 mm. A precisão técnica dessa etapa é o que determina a viabilidade do retalho e o sucesso da reconstrução.

É a técnica de escolha quando há perdas extensas de tecido mole, exposição de estruturas nobres — tendões, nervos, vasos, osso — ou quando as opções locais e regionais são insuficientes para cobrir ou reconstruir adequadamente.

Formação internacional: Dr. Hélio Polido realizou treinamento em microcirurgia no IRCAD (Strasbourg), Institut de la Main (Paris) e Christine M. Kleinert Institute (Louisville) — centros de referência mundial em cirurgia da mão e microcirurgia reconstrutiva.

Anastomose vascular microcirúrgica sob microscópio — Dr. Hélio Polido Garcia

Anastomose microvascular sob microscópio cirúrgico — conexão de artérias com menos de 2mm de diâmetro

Indicações

Quando a reconstrução microcirúrgica é indicada?

A reconstrução microcirúrgica é indicada quando o defeito tecidual é extenso demais para ser coberto por técnicas mais simples — ou quando a qualidade do tecido local é inadequada por infecção, irradiação ou comprometimento vascular.

01

Lesões Traumáticas Graves

Acidentes, esmagamentos, avulsões
Objetivo
Salvar o membro e restaurar a função

Acidentes de trabalho, acidentes de trânsito e traumas de alta energia podem resultar em lesões compostas — com perda simultânea de pele, músculo, osso, tendão e estruturas neurovasculares. Nesses casos, a simples cobertura não é suficiente: é necessário reconstruir múltiplas camadas para que o membro recupere função.

O retalho livre músculo-cutâneo — como o grande dorsal ou o grácil — permite cobrir grandes defeitos e preencher espaços mortos que seriam fonte de infecção. O retalho ósseo vascularizado — como o fíbula ou a crista ilíaca — permite reconstruir segmentos ósseos perdidos com tecido vivo, que consolida e remodelaão como osso normal.

Retalhos frequentes
Grande dorsal, grácil, anterolateral da coxa, fíbula vascularizada
Indicações típicas
Esmagamento, avulsão de couro cabeludo, fraturas expostas grau IIIB/C, amputações parciais
02

Ressecções Oncológicas

Tumores de partes moles e osso
Objetivo
Curar e preservar o membro

A ressecção de tumores malignos de partes moles e osso nos membros frequentemente resulta em defeitos extensos que não podem ser reconstruídos com técnicas convencionais. A cirurgia de preservação de membro — em substituição à amputação — tornou-se possível graças à microcirurgia reconstrutiva, que permite cobrir e reconstruir os defeitos deixados pela ressecção oncológica com margens adequadas.

A reconstrução após ressecção oncológica exige planejamento cuidadoso em conjunto com a equipe de oncologia. O retalho anterolateral da coxa, o retalho de grande dorsal e a fíbula vascularizada são os mais utilizados — dependendo do volume de tecido necessário e da necessidade de reconstrução óssea associada. Quando há radioterapia prévia, o tecido irradiado é substituído por tecido vivo e bem vascularizado, reduzindo o risco de complicações.

Tumores tratados
Sarcomas de partes moles, tumores ósseos, carcinomas cutâneos extensos, melanoma
Vantagem principal
Preservação do membro com função adequada — alternativa à amputação em casos selecionados
Técnicas Cirúrgicas

Retalhos livres e locais

A escolha do retalho depende do defeito a ser reconstruído, da região doadora disponível e das necessidades funcionais e estéticas de cada caso.

Retalhos livres microvascularizados

Retalho ALT anterolateral da coxa
Retalho livre
ALT — Anterolateral da Coxa

O retalho ALT é o mais versátil da microcirurgia reconstrutiva — permite coleta de grandes áreas de pele e músculo, com pedículo vascular longo e confiável. Indicado para cobertura extensa de membros, queimaduras e ressecções oncológicas.

Retalho ALT para queimadura
Caso clínico · ALT
ALT em queimadura extensa

Reconstrução de queimadura extensa com retalho ALT livre — antes e resultado final. O retalho ALT permite cobertura de grandes superfícies com excelente resultado funcional e estético.

Retalho grande dorsal
Retalho livre
Grande Dorsal

O músculo grande dorsal é o maior músculo do dorso — seu retalho oferece grande volume muscular para reconstrução de defeitos profundos, com possibilidade de reinervação motora.

Retalho livre de grácil
Retalho livre
Grácil

Ideal para reconstrução funcional com reinervação muscular — restaura função motora perdida. Utilizado na reconstrução funcional do antebraço e paralisia facial.

Fíbula vascularizada
Retalho ósseo livre
Fíbula Vascularizada

O único enxerto ósseo com capacidade de crescimento e remodelação — ideal para reconstrução de grandes falhas diafisárias, pseudartrose refratária e ressecções oncológicas ósseas. O pedículo peroneiro garante vascularização confiável e longa.

Retalhos locais e regionais

Retalho antebraquial
Local
Retalho Antebraquial

Retalho fasciocutâneo do antebraço — excelente para cobertura da mão e punho. Sequência em 3 tempos.

Retalho interóssea posterior
Local
Interóssea Posterior

Retalho reverso para cobertura do dorso da mão sem sacrificar vasos principais do antebraço.

Retalho tibial posterior
Local
Tibial Posterior

Fasciocutâneo da perna medial — cobertura de defeitos do tornozelo e terço distal da perna.

Retalho sóleo Retalho sóleo resultado final
Local
Retalho de Sóleo

Retalho muscular da perna — indicado para cobertura de defeitos do terço médio da tíbia com exposição óssea. Antes e resultado final após 3 meses.

Aspecto final após lipoaspiração
Refinamento estético
Lipoaspiração do retalho livre

Em alguns casos, após a consolidação e maturação do retalho livre, é possível realizar refinamento estético por lipoaspiração — reduzindo o volume do retalho e melhorando o resultado final. Sequência: procedimento e aspecto final.

Galeria Cirúrgica

Registros do trabalho em centro cirúrgico

Clique em qualquer imagem para ampliar.

Anastomose vascular microcirúrgica Retalho ALT livre Retalho ALT resultado ALT para queimadura ALT queimadura resultado Retalho grande dorsal Retalho de grácil Retalho de grácil 2 Retalho antebraquial Retalho antebraquial 2 Retalho antebraquial resultado Interóssea posterior Interóssea posterior 2 Interóssea posterior resultado Tibial posterior Tibial posterior resultado Retalho sóleo Retalho sóleo 2 Sóleo resultado final Fíbula vascularizada
Dr. Hélio Polido Garcia
Dr. Hélio Polido Garcia
CRM-RN 5500 · RQE 752/753
Especialista

Dr. Hélio Polido Garcia

Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência. Membro titular da SBOT e SBCM, com treinamento em microcirurgia reconstrutiva em centros de referência internacionais — Institut de la Main (Paris), Christine M. Kleinert Institute (Louisville) e IBRA (Miami).

Formação
SBOT · SBCM
Registro
CRM-RN 5500
Fellowships
Paris · Louisville · Miami
Publicação
Int Orthop, 2024
Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre reconstrução microcirúrgica

O que acontece com a área doadora do retalho? +

A área doadora — de onde o retalho é colhido — é cuidadosamente escolhida para minimizar sequelas funcionais e estéticas. Na maioria dos retalhos, como o ALT (anterolateral da coxa) e o grácil, a morbidade doadora é baixa: o paciente mantém função normal do membro doador. A área é fechada diretamente ou com enxerto de pele.

Qual a taxa de sucesso dos retalhos livres? +

Em centros especializados, a taxa de sucesso dos retalhos livres é superior a 95%. O monitoramento pós-operatório intensivo nas primeiras 72 horas é fundamental para identificar precocemente qualquer comprometimento vascular e intervir antes da perda do retalho.

Quanto tempo dura a cirurgia de retalho livre? +

A duração varia conforme a complexidade do caso — em geral entre 4 e 8 horas. A cirurgia envolve a preparação do defeito receptor, a colheita do retalho na área doadora e as anastomoses microcirúrgicas sob microscópio. A internação costuma ser de 3 a 7 dias para monitoramento do retalho.

A reconstrução é possível após radioterapia? +

Sim — e o retalho livre é frequentemente a melhor opção justamente nesses casos. O tecido irradiado tem vascularização comprometida e cicatriza mal. O retalho livre traz tecido novo, bem vascularizado, de fora da área irradiada, permitindo a reconstrução mesmo em condições locais desfavoráveis.

Esse tipo de cirurgia é coberto por plano de saúde? +

Sim — as cirurgias reconstrutivas com retalhos livres são cobertas pela maioria dos planos de saúde quando há indicação clínica documentada. A autorização prévia é necessária e envolve documentação específica, que nossa equipe orienta durante o planejamento cirúrgico.

Agende sua avaliação

Ferida complexa, exposição óssea ou ressecção de tumor?

A reconstrução microcirúrgica pode ser a solução quando outras técnicas não são suficientes. Agende uma avaliação especializada para discutir o seu caso.

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