Cirurgia da Mão · Natal, RN

Rizartrose
em Natal

A rizartrose é a artrose da articulação trapézio-metacarpal — a base do polegar. É uma das causas mais frequentes de dor na mão em mulheres acima de 50 anos. O tratamento cirúrgico oferece excelentes resultados funcionais e alívio duradouro da dor.

+200
Procedimentos realizados
25+
Anos de experiência
95%
Satisfação pós-operatória
WALANT
Técnica preferencial
Entenda a condição

O que é a rizartrose e por que ela causa tanta dor?

A rizartrose — ou artrose trapézio-metacarpal — é a degeneração da cartilagem articular da base do polegar, onde o primeiro metacarpal articula com o osso trapézio do carpo. É a artrose mais frequente da mão, depois da articulação interfalângica distal.

Essa articulação tem função biomecânica única — permite que o polegar se oponha aos outros dedos, possibilitando a preensão. Por isso, quando degenerada, compromete atividades simples do dia a dia como abrir potes, girar chaves, escrever e segurar objetos.

A perda progressiva da cartilagem gera atrito osso com osso, inflamação sinovial, dor intensa e deformidade em adução do polegar — o chamado sinal da "Z" ou polegar em adução com hiperextensão da metacarpofalângica.

Prevalência: afeta até 33% das mulheres após a menopausa e 15% dos homens acima de 60 anos. É uma das condições mais incapacitantes da mão — e das mais subdiagnosticadas.

Anatomia da rizartrose — articulação trapézio-metacarpal
Articulação TM
Trapézio-metacarpal — a articulação mais exigida da mão
Causas e Sintomas

Como reconhecer a rizartrose

Fatores de risco

1
Menopausa e climatério
A queda do estrogênio após a menopausa reduz a proteção da cartilagem articular e aumenta significativamente o risco de rizartrose — explicando a predominância no sexo feminino.
2
Frouxidão ligamentar
A instabilidade da articulação trapézio-metacarpal por hiperfrouxidão ligamentar acelera o desgaste da cartilagem e predispõe à artrose precoce.
3
Predisposição genética
Histórico familiar de artrose das mãos aumenta substancialmente o risco de desenvolver rizartrose, independentemente de outros fatores.
4
Trauma prévio
Fraturas e luxações da base do polegar podem acelerar a degeneração articular e desencadear rizartrose precoce, mesmo em adultos jovens.

Estágios clínicos (Eaton-Littler)

Estágio I INICIAL

Dor na base do polegar ao esforço. Radiografia normal ou com discreto alargamento articular. Tratamento conservador eficaz.

Estágio II LEVE

Diminuição do espaço articular, osteófitos iniciais. Dor ao pinçar e girar objetos. Infiltração pode ajudar.

Estágio III MODERADO

Destruição significativa da cartilagem. Dor em repouso, fraqueza de preensão. Indicação cirúrgica frequente.

Estágio IV AVANÇADO

Destruição total da articulação. Deformidade em "Z" do polegar. Comprometimento da articulação escafotrapezial. Cirurgia indicada.

Opções Terapêuticas

Tratamento da rizartrose

A escolha do tratamento depende do estágio clínico e radiográfico, do grau de limitação funcional e da resposta às medidas conservadoras. Nos estágios iniciais, o tratamento conservador pode ser eficaz. Nos estágios avançados, a cirurgia oferece os melhores resultados.

01 · Conservador

Órtese e infiltração

Órtese de repouso para a articulação TM, anti-inflamatórios e infiltração de corticoide ou ácido hialurônico. Indicado nos estágios I e II. Alivia a dor mas não interrompe a progressão da artrose.

✓ Sem cirurgia
✓ Alívio temporário
⚠ Não interrompe progressão
02 · Cirúrgico

Trapeziectomia + suspensão

Remoção do osso trapézio com reconstrução ligamentar por suspensão tendinosa (técnica de Burton-Pellegrini ou LRTI). Padrão-ouro para estágios III e IV. Excelente alívio da dor e recuperação da força de pinça.

✓ Resultado definitivo
✓ 95% de satisfação
✓ Recuperação da força
03 · Artroscópico

Artroscopia TM

Desbridamento artroscópico com ou sem trapeziectomia parcial. Indicado nos estágios I e II com instabilidade ligamentar. Menor agressão cirúrgica, recuperação mais rápida, preservação do trapézio.

✓ Minimamente invasivo
✓ Recuperação rápida
✓ Estágios iniciais

Por que a trapeziectomia é o padrão-ouro?

A remoção do trapézio elimina a fonte do atrito e da dor, enquanto a reconstrução ligamentar por suspensão tendinosa mantém a estabilidade e a altura da coluna do polegar. Décadas de evidência mostram que a trapeziectomia com suspensão oferece alívio duradouro da dor e recuperação funcional significativa — com 95% de satisfação dos pacientes no longo prazo.

95%
Satisfação pós-operatória
Galeria Cirúrgica

Registros do trabalho em centro cirúrgico

Artroscopia — Intraoperatório
Prótese TM
Prótese TM
Prótese TM
Prótese TM
Osteotomia de Extensão do Metacarpo
Osteotomia de Extensão do Metacarpo
Pós-cirúrgico — Artroscopia
Pós-cirúrgico — Artroscopia
Radiografia — Rizartrose
Radiografia — Rizartrose
Dr. Hélio Polido Garcia
Dr. Hélio Polido Garcia
CRM-RN 5500 · RQE 752/753
Especialista

Dr. Hélio Polido Garcia

Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no diagnóstico e tratamento de doenças da mão, punho e cotovelo. Membro titular da SBOT e SBCM.

Formação
SBOT · SBCM
Registro
CRM-RN 5500
Publicação
Int Orthop, 2024
Técnica
WALANT
Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre rizartrose

A rizartrose tem cura sem cirurgia? +

Não há cura para a artrose — é uma doença degenerativa e progressiva. O tratamento conservador alivia os sintomas e pode retardar a progressão nos estágios iniciais. Nos estágios avançados, a cirurgia é o único tratamento que oferece alívio definitivo da dor e recuperação funcional.

Quanto tempo dura a recuperação após a trapeziectomia? +

A recuperação completa leva em média 3 a 6 meses. Nas primeiras 4 semanas, o polegar fica imobilizado em órtese. A fisioterapia começa em seguida, com retorno progressivo às atividades. A força de pinça melhora gradualmente ao longo de 6 meses.

A cirurgia de rizartrose é coberta por convênio? +

Sim — a trapeziectomia é coberta pela maioria dos planos de saúde quando há indicação clínica documentada e falha do tratamento conservador. Os documentos necessários para autorização são orientados pela nossa equipe na consulta.

Posso ficar sem o osso trapézio? O polegar funciona normalmente? +

Sim — a ausência do trapézio é bem tolerada quando a coluna do polegar é estabilizada pela suspensão tendinosa. O polegar mantém mobilidade e força adequadas para as atividades do dia a dia. A maioria dos pacientes fica muito satisfeita com o resultado funcional.

A rizartrose pode afetar os dois polegares? +

Sim — o acometimento bilateral é comum, especialmente em mulheres na pós-menopausa com predisposição genética. Quando há indicação cirúrgica bilateral, os procedimentos são realizados em etapas separadas para garantir a independência funcional durante a recuperação.

Agende sua avaliação

Dor na base do polegar ao abrir potes ou girar chaves?

Esse é o sintoma mais característico da rizartrose. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de tratamento sem cirurgia. Agende uma avaliação especializada.

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