A rizartrose é a artrose da articulação trapézio-metacarpal — a base do polegar. É uma das causas mais frequentes de dor na mão em mulheres acima de 50 anos. O tratamento cirúrgico oferece excelentes resultados funcionais e alívio duradouro da dor.
A rizartrose — ou artrose trapézio-metacarpal — é a degeneração da cartilagem articular da base do polegar, onde o primeiro metacarpal articula com o osso trapézio do carpo. É a artrose mais frequente da mão, depois da articulação interfalângica distal.
Essa articulação tem função biomecânica única — permite que o polegar se oponha aos outros dedos, possibilitando a preensão. Por isso, quando degenerada, compromete atividades simples do dia a dia como abrir potes, girar chaves, escrever e segurar objetos.
A perda progressiva da cartilagem gera atrito osso com osso, inflamação sinovial, dor intensa e deformidade em adução do polegar — o chamado sinal da "Z" ou polegar em adução com hiperextensão da metacarpofalângica.
Prevalência: afeta até 33% das mulheres após a menopausa e 15% dos homens acima de 60 anos. É uma das condições mais incapacitantes da mão — e das mais subdiagnosticadas.
Dor na base do polegar ao esforço. Radiografia normal ou com discreto alargamento articular. Tratamento conservador eficaz.
Diminuição do espaço articular, osteófitos iniciais. Dor ao pinçar e girar objetos. Infiltração pode ajudar.
Destruição significativa da cartilagem. Dor em repouso, fraqueza de preensão. Indicação cirúrgica frequente.
Destruição total da articulação. Deformidade em "Z" do polegar. Comprometimento da articulação escafotrapezial. Cirurgia indicada.
A escolha do tratamento depende do estágio clínico e radiográfico, do grau de limitação funcional e da resposta às medidas conservadoras. Nos estágios iniciais, o tratamento conservador pode ser eficaz. Nos estágios avançados, a cirurgia oferece os melhores resultados.
Órtese de repouso para a articulação TM, anti-inflamatórios e infiltração de corticoide ou ácido hialurônico. Indicado nos estágios I e II. Alivia a dor mas não interrompe a progressão da artrose.
Remoção do osso trapézio com reconstrução ligamentar por suspensão tendinosa (técnica de Burton-Pellegrini ou LRTI). Padrão-ouro para estágios III e IV. Excelente alívio da dor e recuperação da força de pinça.
Desbridamento artroscópico com ou sem trapeziectomia parcial. Indicado nos estágios I e II com instabilidade ligamentar. Menor agressão cirúrgica, recuperação mais rápida, preservação do trapézio.
A remoção do trapézio elimina a fonte do atrito e da dor, enquanto a reconstrução ligamentar por suspensão tendinosa mantém a estabilidade e a altura da coluna do polegar. Décadas de evidência mostram que a trapeziectomia com suspensão oferece alívio duradouro da dor e recuperação funcional significativa — com 95% de satisfação dos pacientes no longo prazo.
Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no diagnóstico e tratamento de doenças da mão, punho e cotovelo. Membro titular da SBOT e SBCM.
Não há cura para a artrose — é uma doença degenerativa e progressiva. O tratamento conservador alivia os sintomas e pode retardar a progressão nos estágios iniciais. Nos estágios avançados, a cirurgia é o único tratamento que oferece alívio definitivo da dor e recuperação funcional.
A recuperação completa leva em média 3 a 6 meses. Nas primeiras 4 semanas, o polegar fica imobilizado em órtese. A fisioterapia começa em seguida, com retorno progressivo às atividades. A força de pinça melhora gradualmente ao longo de 6 meses.
Sim — a trapeziectomia é coberta pela maioria dos planos de saúde quando há indicação clínica documentada e falha do tratamento conservador. Os documentos necessários para autorização são orientados pela nossa equipe na consulta.
Sim — a ausência do trapézio é bem tolerada quando a coluna do polegar é estabilizada pela suspensão tendinosa. O polegar mantém mobilidade e força adequadas para as atividades do dia a dia. A maioria dos pacientes fica muito satisfeita com o resultado funcional.
Sim — o acometimento bilateral é comum, especialmente em mulheres na pós-menopausa com predisposição genética. Quando há indicação cirúrgica bilateral, os procedimentos são realizados em etapas separadas para garantir a independência funcional durante a recuperação.
Esse é o sintoma mais característico da rizartrose. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de tratamento sem cirurgia. Agende uma avaliação especializada.
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