Cirurgia da Mão · Natal, RN

Dedo em Gatilho
em Natal

O dedo em gatilho é uma das condições mais frequentes da mão, causando dor, travamento e limitação funcional. O diagnóstico precoce permite tratamento eficaz — muitas vezes sem cirurgia.

+500
Procedimentos realizados
25+
Anos de experiência
97%
Taxa de resolução
WALANT
Técnica preferencial
Entenda a condição

O que é o dedo em gatilho e por que ele trava?

O dedo em gatilho — tecnicamente denominado tenossinovite estenosante — é uma condição causada pela inflamação e espessamento da bainha tendínea (chamada polia A1), localizada na base do dedo, na palma da mão.

Essa estrutura funciona como um túnel por onde passa o tendão flexor. Quando a polia se espessa ou o tendão aumenta de volume, o deslizamento torna-se difícil — gerando o característico travamento ou estalido ao dobrar ou estender o dedo.

Em casos avançados, o dedo pode ficar bloqueado na posição fletida, necessitando de manobra manual — ou mesmo cirurgia — para ser estendido.

Dedos mais acometidos: polegar, dedo médio e anelar — mas qualquer dedo pode ser afetado. O acometimento bilateral e múltiplo é frequente em pacientes diabéticos.

Anatomia do dedo em gatilho — Polia A1
Polia A1
Estrutura anatômica envolvida na tenossinovite estenosante
Causas e Sintomas

Como reconhecer o dedo em gatilho

Fatores de risco

1
Diabetes mellitus
Pacientes diabéticos têm risco 3–4× maior de desenvolver dedo em gatilho, frequentemente com acometimento múltiplo.
2
Hipotireoidismo
A deficiência de hormônios tireoidianos favorece o acúmulo de mucopolissacarídeos nas bainhas tendíneas, predispondo à tenossinovite estenosante.
3
Climatério e menopausa
As alterações hormonais do climatério e da menopausa aumentam a incidência de dedo em gatilho em mulheres entre 40 e 60 anos, período de maior prevalência da condição.
4
Doenças reumáticas
Artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias aumentam o risco de tenossinovite.

Sintomas por estágio

Estágio I — Leve INICIAL

Dor e sensibilidade na base do dedo. Sem travamento ainda. Piora ao acordar.

Estágio II — Moderado INTERMEDIÁRIO

Estalido ao dobrar e estender o dedo. Travamento intermitente com resolução espontânea.

Estágio III — Avançado GRAVE

Travamento que só resolve com manobra manual. Dor intensa. Limitação funcional significativa.

Estágio IV — Bloqueado CIRÚRGICO

Dedo fixo em flexão, sem possibilidade de extensão. Indicação cirúrgica formal.

Opções Terapêuticas

Tratamento do dedo em gatilho

A escolha do tratamento depende do estágio clínico, das comorbidades do paciente e da resposta às medidas conservadoras. O objetivo é sempre restaurar a função plena com o mínimo de intervenção necessária.

01 · Conservador

Infiltração corticoide

Injeção de corticoide na bainha tendínea — procedimento ambulatorial, sem anestesia geral. Taxa de resolução de 60–70% nos estágios I e II. Guiada por ultrassom para maior precisão.

✓ Sem afastamento
✓ Resultado em 1–2 semanas
✓ Pode ser repetida
02 · Cirúrgico

Liberação da polia A1

Secção cirúrgica da polia A1 por incisão mínima na palma. Realizada sob anestesia local — técnica WALANT — com alta no mesmo dia. Taxa de resolução superior a 97%.

✓ Resolução definitiva
✓ Anestesia local
✓ Alta no mesmo dia
03 · Minimamente invasivo

Liberação percutânea

Liberação da polia com agulha, guiada por ultrassom — sem incisão. Realizada no consultório, com anestesia local. Indicada em casos selecionados de estágios II e III.

✓ Sem corte
✓ Recuperação imediata
✓ Guiada por ultrassom

Técnica WALANT

Wide Awake Local Anesthesia No Tourniquet — o paciente permanece acordado durante o procedimento, sem torniquete e sem sedação. Isso permite verificar o resultado da liberação em tempo real, com o paciente movimentando o dedo na mesa cirúrgica. Menor risco, recuperação mais rápida e maior segurança.

97%
Taxa de resolução
Dr. Hélio Polido Garcia
Dr. Hélio Polido Garcia
CRM-RN 5500 · RQE 752/753
Especialista

Dr. Hélio Polido Garcia

Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no diagnóstico e tratamento de doenças da mão, punho e cotovelo. Membro titular da SBOT e SBCM.

Formação
SBOT · SBCM
Registro
CRM-RN 5500
Publicação
Int Orthop, 2024
Técnica
WALANT
Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre dedo em gatilho

O dedo em gatilho tem cura sem cirurgia? +

Sim — nos estágios iniciais (I e II), a infiltração de corticoide resolve o quadro em 60–70% dos casos. A liberação percutânea com agulha é outra opção minimamente invasiva. A cirurgia é indicada quando as medidas conservadoras falham ou no estágio IV com dedo bloqueado.

Quanto tempo dura a recuperação após a cirurgia? +

A recuperação é rápida. Com a técnica WALANT, o paciente já movimenta o dedo na mesa cirúrgica. O retorno às atividades leves ocorre em 1–2 semanas; atividades que exigem força, em 4–6 semanas. Não há necessidade de fisioterapia na maioria dos casos.

A cirurgia de dedo em gatilho é coberta por convênio? +

Sim — a liberação da polia A1 é um procedimento coberto pela maioria dos planos de saúde (código TUSS 30715016). A autorização prévia e os documentos necessários são orientados pela nossa equipe durante a consulta.

Posso ter dedo em gatilho em mais de um dedo ao mesmo tempo? +

Sim — o acometimento múltiplo é frequente, especialmente em pacientes diabéticos ou com doenças reumáticas. Quando há indicação cirúrgica em múltiplos dedos, é possível realizar a liberação de todos na mesma sessão operatória.

O dedo em gatilho pode voltar após a cirurgia? +

A recorrência após cirurgia aberta é rara — inferior a 1%. A liberação completa da polia A1 é definitiva. O controle de fatores de risco como diabetes é importante para prevenir o desenvolvimento da condição em outros dedos.

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O diagnóstico precoce do dedo em gatilho aumenta significativamente as chances de resolução sem cirurgia. Agende uma avaliação especializada.

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