A fratura do escafoide é a mais frequente entre os ossos do carpo e uma das mais traiçoeiras — frequentemente subdiagnosticada por não aparecer na radiografia inicial. O diagnóstico tardio leva à pseudartrose e artrose do punho.
O escafoide é o maior osso da fileira proximal do carpo e o mais frequentemente fraturado — responsável por 70% das fraturas dos ossos do carpo. A fratura ocorre tipicamente por queda sobre a mão espalmada em extensão, sendo comum em jovens adultos e atletas.
O grande problema é que até 20% das fraturas não aparecem na radiografia inicial. O paciente é tratado como "entorse de punho" e meses depois desenvolve pseudartrose — consolidação fibrosa sem osso verdadeiro. A pseudartrose do escafoide leva inevitavelmente à artrose progressiva do punho (padrão SNAC).
A vascularização retrógrada do escafoide — o suprimento sanguíneo entra pelo polo distal e vai para o polo proximal — torna o polo proximal vulnerável à necrose avascular quando a fratura interrompe essa circulação.
Regra prática: dor na tabaqueira anatômica após queda sobre a mão — mesmo com radiografia normal — deve ser tratada como fratura do escafoide até prova em contrário. A RNM é o exame de escolha para diagnóstico precoce.
A decisão depende da localização da fratura (polo proximal, cintura ou polo distal), do desvio, da vascularização e do tempo de evolução.
Indicado em fraturas sem desvio do polo distal e cintura. Imobilização de 8–12 semanas incluindo o polegar. Consolidação monitorada por TC seriada. Pacientes com alta demanda funcional podem preferir cirurgia para retorno mais rápido.
Fixação percutânea com parafuso sem cabeça (Herbert ou Acutrak) — comprime os fragmentos e acelera a consolidação. Indicado em fraturas desviadas, polo proximal e pacientes jovens ativos. Retorno mais rápido às atividades.
Nos casos de pseudartrose, o tratamento envolve enxerto ósseo (geralmente da crista ilíaca ou rádio distal) associado à fixação com parafuso. Nos casos com necrose avascular do polo proximal, enxerto vascularizado pode ser necessário.
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Fratura do escafoide — RX
Pseudoartrose do escafoide — RX
Parafuso compressivo — PA
Parafuso compressivo — perfil
Visão artroscópica — fratura do escafoide
Abordagem via aberta
Enxerto ósseo — pseudartrose

Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no tratamento de fraturas e lesões traumáticas da mão e do punho. Membro titular da SBOT e SBCM.
Até 20% das fraturas do escafoide são invisíveis na radiografia inicial, especialmente nas primeiras semanas. A RNM é o exame de escolha para diagnóstico precoce — detecta a fratura em 24h e avalia a vitalidade do osso.
Pseudartrose é a falha de consolidação — o escafoide não une. Ocorre quando a fratura não é diagnosticada ou tratada adequadamente. Leva à artrose progressiva do punho (padrão SNAC), que é incapacitante e de difícil tratamento.
A fixação percutânea com parafuso compressivo é um procedimento seguro nas mãos de especialistas em cirurgia da mão. A via percutânea minimiza as incisões e permite recuperação mais rápida. Casos de pseudartrose exigem cirurgia mais complexa com enxerto ósseo.
Com tratamento conservador, a consolidação leva 8–12 semanas — às vezes mais, dependendo da localização da fratura. Com fixação cirúrgica, o tempo de consolidação é reduzido e a mobilização começa mais cedo.
Mesmo com radiografia normal, procure avaliação especializada. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar pseudartrose e artrose do punho.
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