Cirurgia da Mão · Natal, RN

Lesão do Tendão Extensor
em Natal

As lesões dos tendões extensores comprometem a capacidade de estender os dedos e o punho. Embora muitas vezes subestimadas, exigem diagnóstico preciso e tratamento especializado para evitar deformidades permanentes.

+25
Anos de experiência
9
Zonas anatômicas
WALANT
Técnica preferencial
SBOT
Membro titular
Entenda a condição

Lesões dos tendões extensores

O sistema extensor dos dedos é anatomicamente complexo — formado por tendões extrínsecos (originados no antebraço) e intrínsecos (lumbricais e interósseos), que se integram no aparelho extensor de cada dedo. Esse aparelho divide-se em 9 zonas anatômicas (I a IX), cada uma com características e implicações terapêuticas específicas.

As lesões dos extensores são frequentemente subestimadas — tratadas inadequadamente como "simples cortes" — resultando em deformidades como o dedo em boutonnière (lesão da banda central na zona III) e o dedo em martelo (lesão na zona I).

Deformidade em boutonnière: ruptura da banda central do aparelho extensor (zona III) — o tendão lateral escorrega para baixo causando flexão da IFP e hiperextensão da IFD. Diagnóstico tardio leva a deformidade fixa de difícil correção.

Apresentações clínicas

Dedo em martelo (Zona I)
Queda do dedo distal — incapacidade de estender a falange distal
Dedo em boutonnière (Zona III)
Lesão da banda central — flexão IFP e hiperextensão IFD
Lesão sobre a MCF (Zona V)
Classicamente por mordida humana — risco de infecção grave
Lesão no dorso do punho (Zona VI–VII)
Lesões cortantes — reparo primário com mobilização precoce
Tratamento

Tratamento das lesões extensoras

O tratamento varia conforme a zona anatômica — algumas lesões podem ser tratadas conservadoramente com órtese, outras exigem reparo cirúrgico imediato.

Conservador

Órtese de extensão

Dedo em martelo sem fragmento ósseo significativo: órtese de Stack mantendo a IFD em extensão por 6–8 semanas. Alta taxa de sucesso quando a imobilização é rigorosa e contínua.

Cirúrgico

Reparo e reconstrução

Lesões abertas, fraturas-avulsão, boutonnière crônico e lesões de zonas distais complexas. Sutura direta, reconstrução com enxerto ou transposição tendínea conforme o caso.

Galeria Cirúrgica

Registros do trabalho em centro cirúrgico

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Anatomia
Anatomia tendões extensores

Anatomia do aparelho extensor
dos dedos

Dedo em martelo — diagnóstico e tratamento
Dedo em martelo ósseo

Dedo em martelo ósseo
fratura-avulsão da falange distal

Técnica de Ishiguro dedo em martelo

Técnica de Ishiguro
fixação percutânea

Órtese dedo em martelo

Órtese de Stack
tratamento conservador

Reconstrução com enxerto tendíneo
Enxerto tendão extensor pré-operatório

Enxerto tendíneo
pré-operatório

Enxerto tendão extensor pós-operatório

Enxerto tendíneo
pós-operatório (1)

Enxerto tendão extensor pós-operatório 2

Enxerto tendíneo
pós-operatório (2)

Dr. Hélio Rubens Polido Garcia
Dr. Hélio Rubens Polido Garcia
CRM-RN 5500 · RQE 752/753
Especialista

Dr. Hélio Rubens Polido Garcia

Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no tratamento de fraturas e lesões traumáticas da mão e do punho. Membro titular da SBOT e SBCM.

Formação
SBOT · SBCM
Registro
CRM-RN 5500
Publicação
Int Orthop, 2024
Técnica
WALANT
Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre lesão do tendão extensor

Toda lesão de extensor precisa de cirurgia?+

Não. Muitas lesões dos extensores — especialmente o dedo em martelo sem fragmento ósseo e algumas lesões de zona VI e VII — podem ser tratadas com órtese. A decisão depende da zona anatômica, do tipo de lesão e do tempo de evolução.

O que é deformidade em boutonnière?+

É a deformidade causada pela ruptura da banda central do aparelho extensor (zona III). O dedo fica com a IFP fletida e a IFD em hiperextensão. Se não tratada precocemente, evolui para deformidade fixa de difícil correção.

Qual o risco de uma ferida por mordida na mão?+

Mordidas humanas sobre a articulação MCF — frequentes em brigas — são altamente contaminadas e podem lesar o tendão extensor. O risco de infecção grave é alto. Devem ser avaliadas e irrigadas por especialista nas primeiras horas.

Quanto tempo leva a recuperação?+

Varia conforme a zona e o tipo de lesão. Lesões tratadas com órtese levam 6–8 semanas de imobilização. Reparos cirúrgicos têm mobilização progressiva em 3–4 semanas e retorno funcional em 2–3 meses.

Agende sua avaliação

Dedo que não estende completamente?

Lesões dos extensores tratadas tardiamente evoluem para deformidades fixas. Avalie com especialista o quanto antes.

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