Fraturas dos ossos dos dedos e da mão são extremamente frequentes e exigem tratamento especializado. O alinhamento preciso é fundamental — desvios rotatórios ou angulares não corrigidos comprometem definitivamente a função da mão.
As fraturas dos metacarpos (ossos da palma da mão) e das falanges (ossos dos dedos) correspondem a aproximadamente 10% de todas as fraturas do corpo humano. São lesões frequentes em acidentes de trabalho, esportes de contato e traumas diretos.
O aspecto mais crítico nessas fraturas é o alinhamento rotacional — um desvio rotacional de apenas 5° no metacarpo gera sobreposição de 1,5 cm na ponta dos dedos ao fechar o punho. Esse tipo de desvio não é visível na radiografia simples e só é identificado pelo exame clínico cuidadoso.
WALANT e fraturas de mão: a cirurgia com o paciente acordado permite verificar o alinhamento rotacional em tempo real — o paciente flexiona os dedos durante o procedimento, confirmando que não há sobreposição.
O princípio central é restaurar o alinhamento anatômico — especialmente rotacional — e permitir mobilização precoce para evitar rigidez.
Tala ou órtese em posição intrínseca positiva (metacarpofalângicas fletidas, interfalângicas estendidas). Fraturas estáveis sem desvio. Mobilização precoce sob supervisão.
Fixação com fios percutâneos (minimamente invasiva) ou placas e parafusos (fraturas cominutivas ou intra-articulares). WALANT permite verificação do alinhamento em tempo real.
Fundamental para prevenir rigidez articular. A mobilização começa o mais precocemente possível após a estabilização da fratura — geralmente em 1–3 semanas.
Clique em qualquer imagem para ampliar.
Fratura do 5º metacarpo
fratura do boxeador
Fixação com fio
intramedular
Placa e parafusos
tempo 1
Placa e parafusos
tempo 2
Placa e parafusos
resultado final
Fratura falange proximal
pré-operatório
Fixação com parafuso
pós-operatório (1)
Fixação com parafuso
pós-operatório (2)
Falange proximal
aspecto clínico
Falange proximal
radiografia
Sequela fratura-luxação
pré-operatório
Sequela fratura-luxação
detalhe articular
Reconstrução com hamato
pós-operatório (1)
Reconstrução com hamato
pós-operatório (2)
Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no tratamento de fraturas e lesões traumáticas da mão e do punho. Membro titular da SBOT e SBCM.
Fratura de dedo deve ser avaliada por especialista o mais breve possível. Desvios rotatórios — que não aparecem na radiografia — comprometem definitivamente a função da mão se não corrigidos. Não subestime fraturas de dedos.
Depende do tipo de fratura e do tratamento. Com imobilização, 3–4 semanas. Com fixação cirúrgica, a mobilização começa em 1–2 semanas e o retorno às atividades em 4–6 semanas. A fisioterapia precoce é fundamental.
Nem sempre. Fraturas estáveis sem desvio rotatório podem ser tratadas com tala. A cirurgia é indicada quando há desvio angulado significativo, desvio rotacional, fraturas intra-articulares ou fraturas múltiplas.
Sim — a fixação de fraturas dos metacarpos e falanges é coberta pela maioria dos planos de saúde com indicação documentada.
O tratamento especializado nas primeiras 48h é decisivo para o resultado funcional. Não subestime fraturas de dedos.
Falar pelo WhatsApp