O dedo em martelo é causado pela ruptura do tendão extensor terminal na falange distal. A ponta do dedo cai e não consegue se estender. Na maioria dos casos o tratamento é simples e eficaz — sem cirurgia.
O dedo em martelo (mallet finger) é causado pela ruptura do tendão extensor terminal em sua inserção na falange distal — Zona I do aparelho extensor. O mecanismo clássico é um trauma de flexão forçada da falange distal enquanto o tendão está sob tensão: a ponta do dedo "dobra para dentro" abruptamente.
Pode ser uma lesão tendínea pura (ruptura do tendão sem osso) ou uma fratura-avulsão — um fragmento ósseo da base da falange distal é arrancado junto com o tendão. Quando o fragmento é grande (>30% da superfície articular) ou há subluxação da falange, o tratamento cirúrgico pode ser necessário.
Atenção: o tratamento com órtese só funciona se for iniciado nas primeiras semanas após o trauma. Lesões com mais de 4–6 semanas têm menor taxa de sucesso com tratamento conservador.
A boa notícia: na maioria dos casos, o tratamento é simples, sem cirurgia — mas exige disciplina rigorosa com a órtese.
Imobilização da IFD em extensão neutra ou leve hiperextensão por 6–8 semanas contínuas — sem tirar a órtese nem para lavar o dedo. Qualquer flexão durante a imobilização reinicia o processo de cicatrização. Taxa de sucesso de 85% quando bem aplicada.
A falange distal deve ser mantida em extensão 24 horas por dia. Se precisar trocar a órtese, apoie o dedo em uma superfície plana para não fletir. Uma única flexão acidental pode zerar semanas de tratamento.
Indicado em fraturas-avulsão com fragmento grande (>30% da superfície articular), subluxação da falange, ou falha do tratamento conservador. Fixação com fio de Kirschner ou parafuso compressivo.
Sim — em 85% dos casos o tratamento é conservador com órtese de Stack por 6–8 semanas. A chave é a disciplina: a órtese não pode ser retirada em nenhum momento durante o período de imobilização. O resultado é excelente quando bem conduzido.
Sem tratamento, a falange distal permanece em flexão permanente — deformidade estética e funcional. Com o tempo, pode desenvolver a deformidade "em pescoço de cisne" por desequilíbrio extensor. O tratamento tardio é mais complexo e com resultados inferiores.
Após as 6–8 semanas de imobilização, o dedo é reintroduzido progressivamente ao movimento. É normal persistir um déficit de extensão de 5–10° — geralmente sem impacto funcional. A recuperação completa leva 3–4 meses.

Cirurgião da Mão e Microcirurgião com mais de 25 anos de experiência, especializado no tratamento de fraturas e lesões traumáticas da mão e do punho. Membro titular da SBOT e SBCM.
Sim — em 85% dos casos o tratamento é conservador com órtese de Stack por 6–8 semanas. A chave é a disciplina: a órtese não pode ser retirada em nenhum momento durante o período de imobilização. O resultado é excelente quando bem conduzido.
Qualquer flexão da falange distal durante o período de imobilização reinicia o processo de cicatrização do tendão. Uma única retirada acidental pode zerar semanas de tratamento. Por isso a imobilização deve ser absolutamente contínua.
Sem tratamento, a falange distal permanece em flexão permanente. Com o tempo, pode desenvolver a deformidade em pescoço de cisne por desequilíbrio extensor. O tratamento tardio é mais complexo e com resultados inferiores.
Após as 6–8 semanas de imobilização, o dedo é reintroduzido progressivamente ao movimento. É normal persistir um déficit de extensão de 5–10° sem impacto funcional. A recuperação completa leva 3–4 meses.
Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de tratamento sem cirurgia. Agende uma avaliação especializada.
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